quarta-feira, 7 de julho de 2010

Mentiras que nos contaram!

Por Danuza Leão

Quantas mentiras nos contaram; foram tantas, que a gente bem cedo começa a acreditar e, ainda por cima, a se achar culpada por ser burra, incompetente, e sem condições de fazer da vida uma sucessão de vitórias e felicidades. Uma das mentiras: É a que nós, mulheres, podemos conciliar perfeitamente as funções de mãe, esposa, companheira e amante, e ainda por cima ter uma carreira profissional brilhante. É muito simples: não podemos.

Não podemos; quando você se dedica de corpo e alma a seu filho recém-nascido, que na hora certa de mamar dorme e que à noite, quando devia estar dormindo, chora com fome, não consegue estar bem sexy quando o marido chega, para cumprir um dos papéis considerados obrigatórios na trajetória de uma mulher moderna: a de amante.

Aliás, nem a de companheira; quem vai conseguir trocar uma idéia sobre a poluição da Baía de Guanabara se saiu do trabalho e passou no supermercado rapidinho para comprar uma massa e um molho já pronto para resolver o jantar, e ainda por cima está deprimida porque não teve tempo de fazer uma escova?

Mas as revistas femininas estão aí, querendo convencer as mulheres – e os maridos – de que um peixinho com ervas no forno com uma batatinha cozida al dente, acompanhado por uma salada e um vinhozinho branco é facílimo de fazer – sem esquecer as flores e as velas acesas, claro, e com isso o casamento continuar tendo aquele toque de glamour fun-da-men-tal para que dure por muitos e muitos anos. Ah, quanta mentira!

Outra grande, diz respeito à mulher que trabalha; não à que faz de conta que trabalha, mas à que trabalha mesmo. No começo, ela até tenta se vestir no capricho, usar sapato de salto e estar sempre maquiada; mas cedo se vão as ilusões. Entre em qualquer local de trabalho pelas 4 da tarde e vai ver um bando de mulheres maltratadas, com o cabelo horrendo, a cara lavada, e sem um pingo do glamour – aquele – das executivas da Madison.

Dizem que o trabalho enobrece, o que pode até ser verdade. Mas ele também envelhece, destrói e enruga a pele, e quando se percebe a guerra já está perdida.

Não adianta: uma mulher glamourosa e pronta a fazer todos os charmes – aqueles que enlouquecem os homens – precisa, fundamentalmente, de duas coisas: tempo e dinheiro. Tempo para hidratar os cabelos, lembrar de tomar seus 37 radicais livres, tempo para ir à hidroginástica, para ter uma massagista tailandesa e um acupunturista que a relaxe; tempo para fazer musculação, alongamento, comprar uma sandália nova para o verão, fazer as unhas, depilação; e dinheiro para tudo isso e ainda para pagar uma excelente empregada – o que também custa dinheiro.

É muito interessante a imagem da mulher que depois do expediente vai ao toalete – um toalete cuja luz é insuportavelmente branca e fria, retoca a maquiagem, coloca os brincos, põe a meia preta que está na bolsa desde de manhã e vai, alegremente, para uma happy hour. Aliás, se as empresas trocassem a iluminação de seus elevadores e de seus banheiros por lâmpadas âmbar, os índices de produtividade iriam ao infinito; não há auto-estima feminina que resista quando elas se olham nos espelhos desses recintos.

Felizes são as mulheres que têm cinco minutos – só cinco – para decidir a roupa que vão usar no trabalho; na luta contra o relógio o uniforme termina sendo preto ou bege, para que tudo combine sem que um só minuto seja perdido. Mas tem as outras, com filhos já crescidos: essas, quando chegam em casa, têm que conversar com as crianças, perguntar como foi o dia na escola, procurar entender por que elas estão agressivas, por que o rendimento escolar está baixo.

E ainda tem as outras que, com ou sem filhos, ainda têm um namorado que apronta, e sem o qual elas acham que não conseguem viver.

Segundo um conhecedor da alma humana, só existem três coisas sem as quais não se pode viver: ar, água e pão. Convenhamos que é difícil ser uma mulher de verdade; impossível, eu diria. Parabéns para quem consegue fingir tudo isso….

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Fortaleza Esporte Clube - Tetra Campeão Cearense

sábado, 3 de abril de 2010

O Som da Motown

Nos anos 60 foi a mais bem sucedida na criação daquilo que se tornou conhecido como O Som da Motown, um estilo de "soul" bem característico, com o uso de instrumentos como pandeiros, baterias e instrumentos do "rhythm and blues" além de um estilo de 'canto-e-resposta' (com a repetição, por parte do coral, de frases inteiras ou palavras de alguns versos) originário da música gospel.

O "som da Motown" também é marcado pelo uso de orquestração e instrumentos de sopro, por harmonias bem arranjadas e outros refinamentos de produção da música pop, e é considerado precursor da Era Disco dos anos 70.
Foi também a primeira a lançar músicas que deixavam de lado o puro e simples lirismo e mergulhavam também em temas socio-políticos.

Seus artistas eram vestidos, penteados e coreografados de modo impecável, para exibições ao vivo nas tevês e shows. Deveriam, para a gravadora, funcionar como uma espécie de "embaixadores" para outros artistas negros norte-americanos em busca de sucesso.

Bem, o texto acima foi o preâmbulo para descrever um pouco do espetáculo que assisti ontem, no Teatro das Artes, do Shopping Eldorado: O Som da Motown. Um gênero que envolve e revela as vozes maravilhosas de: Thalita Pertuzatti, Débora Pinheiro, Simone Centurione, Ellen Wilson e Alcione Marques, cada uma com suas características, arrasaram em tudo: harmonia, potência vocal, afinação. E a direção de Renato Vieira e Claudio Figueira foi caprichadíssima, figurino impecável. Destaque para o dueto de Simone Centurione e Michael Jackson em video. Lindo, emocionou todo mundo.

Recomendadíssimo!!!!!

Fonte: Wikipedia

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Lorena se foi

 
(Lorena e Mariana ainda bebê)

Gente, conhecia a Lorena Falcão Ribeiro desde 1992, fizemos faculdade juntas, morávamos perto, então íamos juntas pra faculdade, passeávamos nos finais de semana, na praia da Caponga, na casa dos pais dela em Cascavel, compartilhamos os perrengues da faculdade, nunca nos desentendemos por quaisquer motivos (e olha que eu era briguenta por causa dos trabalhos em grupo).

Tinha uma época em que íamos pra faculdade de carro, eu começando a dirigir o fusquinha cor de caramelo. Eu era um perigo ao volante, teve gente que até desistiu de pegar carona comigo, mas a Lorena não, sempre companheira, a gente escutando a unica fita cassete que eu tinha no carro, rindo do limpador do para-brisas, que parecia dançar ao som de Savassi do Chiclete com Banana (A minha vida é índia Dê ô dê).

A Lorena achava graça de tudo, era cheia de expressões engraçadas, que nós amigas passamos até a utilizar em nossos vocabulários. Lembro dela com seus dentes super separadinhos, colocando um canudo entre eles, fazendo graça. Depois ela usou o aparelho e ficou com um dos sorrisos mais bonitos que já vi.

Continuamos amigas, compartilhamos muitos segredos uma da outra, farreamos juntas. Depois ela foi trabalhar em Cascavel, casou, teve a filhinha Mariana, vivia naquele vai-e-vem, Fortaleza-Cascavel-Fortaleza. Nos distanciamos fisicamente, casei, vim morar em São Paulo, a encontrei poucas vezes desde que me mudei pra cá.

Bem, até pra matar um pouco a saudade, pelo fato de estar longe, todas as noites eu ligo pra minha mãe, então ontem a noite, ela me contou sobre um terrivel acontecimento: a Lorena havia falecido em um acidente de carro.

Fiquei chocada, tremi toda e comecei a lembrar de tudo isso que escrevi acima. Não aguentei, chorei muito, não consegui dormir, pensando nela, em como ela poderia ter sofrido dor no momento do acidente, enfim. Na qualidade de amiga, não me conformo com a perda. Imagino o que estão sentindo os familares, sua filhinha, ainda tão pequena.

Foi a primeira amiga que perdi pela morte. Vai ser muito dificil superar a perda. Lorena, fica com Deus, que você esteja em um lugar bem lindo, numa espécie de "Barra Nova" que você tanto amava. Descansa em paz, minha amiga.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Bateria da Grande Rio - Muita vibração

Estou passando um carnavalzão em Sampa: tranquilidade, shopping, TV, algum parque, enfim. E vendo TV hoje pela manhã, vi um pouco da apresentação da bateria da Escola de Samba Grande Rio. Eu nunca tinha visto uma bateria daquele jeito, com aquelas paradinhas, acho que o pessoal das arquibancadas nem respirava. E a Paola estava perfeita como Rainha de Bateria. Bem, se eu tivesse o poder de escolher, ela já seria a campeã. Parabéns, Grande Rio.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Um lugar chamado Chaval

Dia destes, estava eu navegando na internet e vi uma paisagem de um lugar cercado de rochas, aí lembrei de Chaval, uma pequena cidade na divisa entre o Ceará e o Piauí.


Estávamos eu, Dani Veras, Carla, Vanessa e Regina viajando de carro, indo passar o carnaval em Parnaíba-PI, na casa da Dani.
Quase no final do caminho nos deparamos com muita natureza pouco peculiar ao Ceará, como buritizeiros e a exótica paisagem de Chaval, que é uma cidade pequenina, pobre, mas de uma riqueza geológica, que me chamou atenção.

Eram muitas "pedronas" de diversos formatos e cores. Pouco tempo depois, uma amiga, a Vilani, me contou que as tais pedras já tinham sido do fundo do mar, que Chaval já foi mar. Não sei se é mito ou verdade, mas o visual é lindo e exótico.

Confiram:





domingo, 20 de setembro de 2009

Bacalhau à Brás

Bacalhau à Brás

Ingredientes:
Para 4 pessoas
  • 400 g de bacalhau ;
  • 3 colheres de sopa de azeite ;
  • 500 g de batatas ;
  • 6 ovos ;
  • 3 cebolas ;
  • 1 dente de alho ;
  • salsa ;
  • sal ;
  • pimenta ;
  • óleo ;
  • azeitonas pretas

Confecção:

Demolha-se o bacalhau como habitualmente, retira-se-lhe a pele e as espinhas e desfia-se com as mãos.
Cortam-se as batatas em palha e as cebolas em rodelas finíssimas. Pica-se o alho.
Fritam-se as batatas em óleo bem quente só até alourarem ligeiramente. Escorrem-se sobre papel absorvente.
Entretanto, leva-se ao lume um tacho, de fundo espesso, com o azeite, a cebola e o alho e deixa-se refogar lentamente até cozer a cebola. Junta-se, nesta altura, o bacalhau desfiado e mexe-se com uma colher de madeira para que o bacalhau fique bem impregnado de gordura.
Juntam-se as batatas ao bacalhau e com o tacho sobre o lume deitam-se os ovos ligeiramente batidos e temperados com sal e pimenta.
Mexe-se com um garfo, e logo que os ovos estejam em creme, mas cozidos, retira-se imediatamente o tacho do lume e deita-se o bacalhau num prato ou travessa.
Polvilha-se com salsa picada e serve-se bem quente, acompanhado com azeitonas pretas.

 
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